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Como escolher um CDB sem ter dor de cabeça?



Pós-fixado, pré-fixado, indexado, carência, liquidez diária, CDI, IPCA... O CDB pode ser um dos produtos mais tradicionais da renda fixa no Brasil, mas ainda causa dúvidas para muitas pessoas. Sem muita enrolação, neste artigo vou te ensinar de forma sucinta o que são CDBs, quais as classes que temos hoje no mercado e como escolher um baita CDB – como diz o Craque Neto – para você investir. Vamos lá?


O CDB ou Certificado de Depósito Bancário é um dos títulos de renda fixa mais populares no mercado brasileiro. Quando um banco emite um CDB, ele nada, nada menos emite um título de dívida com prazo e pagamento líquidos e certos. Os Bancos utilizam o CDB para captar recursos para emprestar para outras pessoas (em geral). Quando você investe em um CDB, você possui um ativo contra o Banco, que terá que te pagar a quantia que você emprestou mais um juros. O pagamento do juros é o que caracteriza os diferentes CDBs que temos no mercado.


Existem basicamente 3 classes de CDBs. Pré-fixados: você já sabe sua rentabilidade no momento de compra do título. Quando você abre o app do banco ou corretora, tem o CDB do banco X que paga, por exemplo, 10% ao ano. Pós-fixado: este CDB está atrelado ao nível do juros no Brasil, é muito comum que nestes CDBs haja o indexador chamado de CDI. Então o pago vai pagar uma porcentagem do CDI para ter o privilégio de ter o seu dinheiro por um tempo. E por fim há os CDBs indexados: pagam juros mais inflação, são bons títulos para preservar o seu poder de compra. Tudo bem explicado até agora? Vamos partir para outro assunto: liquidez e carência.


No mercado, existem CDBs com liquidez diária: você pode sacar a qualquer momento o recurso. São ótimas opções para quem, por exemplo, está formando reserva de emergência ou de oportunidade. Também existem CDBs que você investe e só pode resgatar no vencimento do título. Vamos supor que você investiu 1000 reais no CDB que vence no ano que vem. Ele não tem liquidez diária e a carência é no vencimento, então você só poderá resgatar quando o título realmente vencer.


Bom, agora que você está craque, resta a pergunta de 1 milhão de dólares: como escolher um baita CDB para investir? Anota aí: a primeira questão é se perguntar por qual motivo você está investindo. Se for para reserva de emergência ou oportunidade, busque CDBs com liquidez diária. Se for olhando para o médio prazo, você pode investir em um CDB com prazo mais longo (não precisa ser de liquidez diária). O segundo fato é olhar pro título que você está investindo, não se engane. Se o CDB está pagando “muito”, o título é arriscado. Não caia na bobagem de comprar CDB do Banco da Esquina só porque ele está pagando o dobro dos outros bancos tradicionais. Escolha CDBs de bancos sólidos, eu costumo, como Consultor de Investimentos, analisar o balanço do banco emissor.


Por fim, olhe a curva de juros. É muito comum o investidor iniciante pegar um CDB pré que paga X%, quando ele vai fazer conta no vencimento do título, vê que o banco pagou 80% do CDI. Ou seja, comparar faz parte! E é uma atitude básica de um investidor! É importante nesta etapa contar com um profissional para ajudá-lo a escolher o título adequado e também para passar a informação de oferta. Hoje no Brasil, dado a alta de juros, os CDBs estão mais disputados que ingressos para o Fla x Flu. Ter um staff certamente te ajudará muito. Não só na escolha de um CDB, mas também, em um planejamento consistente de investimentos!


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